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Terapia Experiencial

Várias são as causas que levam as pessoas a procurar auxílio nos consultórios de psicologia, entre elas:

- O rebaixamento da auto-estima
- As dificuldades de expressão de idéias e sentimentos
- O stress
- As dificuldades de relacionamento
- O desconhecimento do próprio potencial e dos limites de crescimento
- Esses fatores,em maior ou menor grau, provocam algum tipo de sofrimento, suportável  para alguns e insuportável para outros.

Segundo vários pesquisadores, ao fazer psicoterapia as pessoas reduzem significativamente o tempo de sofrimento a que

estão expostas e ganham novos patamares de conhecimento sobre si mesmas e sobre os grupos com os quais se relacionam.

Saber lidar com os conflitos em casa, no trabalho e nos ambientes sociais como um todo tem sido o grande desafio dos tempos modernos.

O conceito de procurar auxílio psicológico, anteriormente associado ao tratamento de doenças mentais, foi efetivamente substituído pela busca de uma melhor qualidade de vida.

De outro lado, a maioria das alternativas terapêuticas existentes, muitas das quais derivadas da psicanálise, além de exigirem longos processos, por vezes de vários anos, focam o diálogo verbal como o único caminho para a “cura”.

Há muitos anos exercida nos Estados Unidos, a terapia experiencial tem reduzido significativamente o tempo na solução de problemas de comportamento de adolescentes e adultos. Fundamentada no princípio do “aprender fazendo” e com foco na ação, fornece a cada participante a possibilidade rápida de avaliar e ser avaliado, através de situações estruturadas com um grau de dificuldade crescente. Após a experiência de cada atividade, as discussões grupais fornecem o significado necessário à transferência do reaprendizado ao dia-a-dia. O corpo em ação aumenta as possibilidades de comunicação, assim como fornece uma “leitura” mais completa dos comportamentos que necessitam de alguma revisão.

Alguns princípios orientam a Terapia Experiencial  

As terapias são realizadas em pequenos grupos (8 a 16 pessoas), os quais têm alto poder de ressonância e de ajuda mútua no desenvolvimento das pessoas

- O cliente (e não paciente) e o terapeuta são participantes ativos em todo o processo.
- As atividades terapêuticas são reais, realizadas em ambiente não familiar aos participantes ( muitas das quais ao ar livre) e requerem motivação na forma de energia, envolvimento e responsabilidade. A relação direta com a natureza estimula o equilíbrio e a visão global.
- A reflexão é o elemento crítico do processo terapêutico, possibilitanto a conexão e transferência imediata para as situações do dia-a-dia.
- A terapia é intensiva (em torno de, no mínimo, 10 horas  por sessão), o que favorece a estimulação e revisão rápida de diversos traços de comportamento a serem trabalhados.
- As habilidades, capacidades e o comprometimento são avaliados continuamente pelo grupo, com foco no sucesso e não no comportamento disfuncional.
- Num ambiente globalizado em que mudanças comportamentais são exigidas a cada momento, quanto maior a velocidade de ajuste a essas mudanças, tanto maior será o aumento da autoconfiança e do autocontrole, além da redução do sofrimento psicológico.